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Dominando a paracentese guiada por ultrassom: dicas essenciais para maior segurança e precisão

Dominando a paracentese guiada por ultrassom: dicas essenciais para maior segurança e precisão

A paracentese, procedimento para puncionar e acessar líquido intraperitoneal livre ou ascite, é usada tanto para fins diagnósticos quanto terapêuticos. As causas da ascite incluem doença hepática, doença cardíaca, malignidade, doença renal, inflamação crônica ou hipoalbuminemia. A orientação por ultrassom é crucial neste procedimento para determinação do local e orientação da agulha, reduzindo riscos como lesões vasculares ou intestinais.

Por que usar orientação por ultrassom?

O ultrassom desempenha um papel fundamental no aumento da segurança e precisão da paracentese por:

  • Minimizando riscos de sangramento:A identificação dos vasos sanguíneos e a orientação da inserção da agulha evitam a perfuração dos vasos principais.
  • Reduzindo riscos de infecção: A seleção precisa do local minimiza a contaminação do local da punção.
  • Prevenção de lesões intestinais: O monitoramento de estruturas viscerais flutuantes reduz o risco de punção intestinal acidental.

Principais etapas para uma paracentese guiada por ultrassom bem-sucedida

1. Posicionamento do paciente

  • Posicione o paciente supino com a cabeça elevada em um Ângulo de 30 graus. Este posicionamento permite que o fluido se acumule no quadrantes inferiores, facilitando a localização por ultrassom.

2. Identificando a bolsa de fluido

  • Usar um transdutor curvilíneo para escanear as seguintes áreas em busca de fluido livre:
    • Quadrante Superior Esquerdo (QUE)
    • Quadrante Superior Direito (RUQ)
    • Região pélvica
  • Mover para o quadrantes inferiores laterais, identificando uma “bolsa” ideal de fluido com espaço suficiente entre a parede abdominal e as estruturas viscerais.

3. Mudando para o transdutor linear

  • Após localizar o bolso, mude para um transdutor linear para visualizar a área alvo com mais detalhes.
  • Ajusta a profundidade e configurações de foco para garantir imagens nítidas das estruturas subjacentes.

4. Evitar embarcações

  • Uso Doppler colorido para identificar e evitar:
    • Veias dilatadas (por exemplo, caput Medusa).
    • O artéria epigástrica inferior, normalmente localizado 5–6 cm lateralmente à linha média.

5. Inserção da agulha

  • Insira a agulha no avião, movendo-se lateralmente para medialmente. Essa abordagem garante que o caminho da agulha possa ser visualizado em tempo real.

6. Monitoramento de estruturas viscerais

  • Acompanhe estruturas que se movem autonomamente, como intestinos, que podem flutuar devido ao conteúdo de ar. Ajustar o caminho da agulha reduz o risco de perfuração ou contaminação.

Dicas para maior segurança

  • Seleção do transdutor:
    • Usar um transdutor curvilíneo para detectar fluido livre.
    • Mudar para um transdutor linear para orientação precisa da agulha.
  • Evite a área suprapúbica:
    A bexiga urinária está localizada perto dessa região, aumentando o risco de lesões.
  • Visualização antes da inserção:
    Ajuste a profundidade e o foco para visualizar todas as estruturas no caminho da agulha.
  • Local ideal para a inserção da agulha:
    Escolha um local com uma bolsa de fluido limpa, distância adequada das estruturas viscerais e sem grandes vasos sanguíneos na trajetória.

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