Pele mais fina e veias frágeis
- Desafio: A pele de pacientes idosos tende a ser mais fina e delicada, e as veias são mais frágeis e propensas a hematomas ou lacerações.
- Alternativa: Sempre que possível, utilize cateteres de calibre menor e um estabilizador de veias ou visualizador de veias para auxiliar.
A) Pele fina e veias frágeis em pacientes idosos. B) As veias em idosos são propensas a hematomas. C) Desidratação e perda de elasticidade do tecido subcutâneo complicam a canulação intravenosa em pacientes idosos.
Exemplo de veias periféricas trombosadas e sobrecarregadas que se tornaram inutilizáveis (A, B, C). A veia sobre a face lateral do punho proximal (D) parece ainda utilizável, mas apresenta parede espessada e requer um cateter intravenoso de menor calibre (p. ex., 22G), boa estabilização e inserção rápida (em picada de cobra) para canulação bem-sucedida.
Diminuição da elasticidade das veias
- Desafio: As veias em idosos podem ser escleróticas com paredes hipertróficas, o que as torna mais difíceis de estabilizar (veias onduladas) e mais desafiadoras para a agulha penetrar.
- Alternativa: Estabilize a veia com a mão não dominante e use tração para mantê-la na posição.
Veias menos visíveis e palpáveis
- Desafio: A diminuição do turgor da pele ou o aumento do tecido adiposo podem obscurecer a visibilidade e a palpabilidade das veias.
- Alternativa: Utilize tecnologia de iluminação venosa ou orientação por ultrassom para selecionar uma veia. Mantenha o braço em posição de repouso para estimular o enchimento venoso.
Válvulas mais frequentes e veias tortuosas
- Desafio: A maior prevalência de válvulas complexas e veias tortuosas, juntamente com a atrofia do tecido conjuntivo em pacientes idosos, complica a canulação intravenosa.
- Alternativa: Utilize a palpação para identificar válvulas venosas e evitá-las. A orientação por ultrassom pode auxiliar na identificação de veias mais profundas e adequadas.
Estabilize a veia com a mão não dominante e use tração digital com dois dedos para manter a veia na posição.

Administrar soro intravenoso em pacientes idosos pode ser desafiador devido à diminuição do turgor da pele, à elasticidade reduzida dos tecidos conjuntivos e às veias frágeis e propensas a deslocamentos. A combinação desses fatores frequentemente leva a múltiplas tentativas.
Veias menos visíveis e palpáveis
- Desafio: A diminuição do turgor da pele ou o aumento do tecido adiposo podem obscurecer a visibilidade e a palpabilidade das veias.
- Alternativa: Utilize tecnologia de iluminação venosa ou orientação por ultrassom para selecionar uma veia. Mantenha o braço em posição de repouso para estimular o enchimento venoso.
Válvulas mais frequentes e veias tortuosas
- Desafio: A maior prevalência de válvulas complexas e veias tortuosas, juntamente com a atrofia do tecido conjuntivo em pacientes idosos, complica a canulação intravenosa.
- Alternativa: Utilize a palpação para identificar válvulas venosas e evitá-las. A orientação por ultrassom pode auxiliar na identificação de veias mais profundas e adequadas.
Veias tortuosas no dorso da mão. Observe a aparência "irregular" das válvulas.
Histórico de múltiplas inserções intravenosas
- Desafio: Canulações intravenosas anteriores podem resultar em tecido cicatricial, tornando alguns locais inadequados para novas inserções.
- Alternativa: Pergunte sobre locais de aplicação intravenosa anteriores e examine se há áreas com cicatrizes. Alterne os locais sempre que possível. Pergunte ao paciente onde a aplicação intravenosa funciona melhor. Muitos indicarão onde já fizeram aplicações intravenosas bem-sucedidas.
Várias tentativas frustradas de canulação intravenosa podem resultar em locais inadequados para novas inserções.
Diminuição da tolerância do paciente
- Desafio: Menor tolerância a múltiplas perfurações em pacientes idosos pode ser devido ao aumento da sensibilidade à dor, ansiedade ou disfunção cognitiva.
- Alternativa: Use anestesia local e técnicas de distração conforme apropriado e mantenha uma comunicação clara e tranquilizadora para aliviar o desconforto.
Risco de flebite
- Desafio: Flebite, uma inflamação das veias, pode ser uma complicação da terapia intravenosa, e certos medicamentos são conhecidos por apresentarem maior risco de causar essa condição. Esses medicamentos podem irritar o revestimento interno da veia, causando inflamação e desconforto. A infusão cumulativa desses medicamentos e canulações intravenosas frequentes podem causar dificuldades no acesso intravenoso futuro.
- Alternativa: O risco de flebite pode ser reduzido pela diluição adequada dos medicamentos, taxas de infusão lentas e constantes e rotação frequente dos locais de administração intravenosa. O uso de veias mais largas e a garantia do tamanho e posicionamento adequados do cateter intravenoso também podem ajudar a minimizar esse risco. Esteja sempre atento aos sinais de flebite e tome as medidas adequadas para preveni-la e tratá-la.
Alguns exemplos de medicamentos comumente associados ao risco de flebite quando administrados por via intravenosa incluem:
- Vancomicina: Um antibiótico conhecido por seu potencial de causar flebite. Infundir vancomicina lentamente e diluir adequadamente.
- Cloreto de Potássio: Usado para tratar ou prevenir baixos níveis de potássio no sangue. Altas concentrações ou infusão rápida de cloreto de potássio podem ser particularmente irritantes para as veias.
- Agentes quimioterápicosMuitos agentes quimioterápicos, como a doxorrubicina e a vincristina, são vesicantes que podem causar danos graves aos tecidos se extravasarem da veia. Também podem causar flebite se administrados muito rapidamente ou em altas concentrações.
- Suplementos de cálcio: O cálcio intravenoso (por exemplo, gluconato de cálcio) pode ser irritante para as paredes das veias, especialmente se infundido rapidamente.
- Amiodarona: Usado para certos tipos de arritmias cardíacas. Administrado por via central para reduzir o risco de flebite.
- Diazepam (Valium): Usado para ansiedade, convulsões e outras condições. É conhecido por irritar as veias e pode causar flebite.
- Ciprofloxacina: Um antibiótico que, quando administrado por via intravenosa, pode causar irritação nas veias.
- Nafcilina: Um antibiótico usado para tratar infecções bacterianas, uma causa frequente de flebite.
Outros efeitos de vários medicamentos
Os efeitos cumulativos de vários medicamentos podem tornar a canulação intravenosa ainda mais desafiadora para idosos. Aqui estão alguns medicamentos que você deve conhecer. Embora mudanças imediatas em um cenário agudo possam não ser viáveis, compreender os mecanismos por trás dos efeitos desses medicamentos comumente prescritos pode fornecer informações valiosas.
Anticoagulantes
- Exemplos: Varfarina, heparina, dabigatrana, apixabana, rivaroxabana.
- Desafio: Tempos de sangramento prolongados complicam a fase pós-inserção.
- Alternativa: Aplique pressão firme após a inserção para evitar que hematomas excessivos atrapalhem futuras tentativas de canulação.
Agentes antiplaquetários
- Exemplos: Aspirina, clopidogrel.
- Desafio: Aumento dos riscos de sangramento e hematoma.
- Alternativa: Monitore atentamente o local da inserção para detectar sinais de sangramento prolongado.
Diuréticos
- Exemplos: Furosemida, hidroclorotiazida.
- Desafio: Pode causar desidratação, resultando em veias menos visíveis.
- Alternativa: Avalie o estado de hidratação antes da canulação e, se necessário, hidrate o paciente para melhorar a visibilidade da veia.
Vasodilatadores
- Exemplos: Nifedipina, amlodipina, hidralazina.
- Desafio: O uso prolongado pode modificar o tônus e a capacidade de resposta das veias.
- Alternativa: Esteja ciente de possíveis alterações no comportamento da veia durante a canulação.
Esteróides
- Exemplos: Prednisolona, cortisona.
- Desafio: O uso prolongado pode causar afinamento da pele, aumentando o risco de ruptura da pele, mas também pode causar retenção de líquidos, o que pode influenciar na condição das veias.
- Alternativa: Prossiga com cautela durante a canulação e avalie cuidadosamente a condição da pele e das veias.
Técnica passo a passo de canulação intravenosa na mão de um paciente idoso demonstrando as dificuldades com veias frágeis
A) Bata levemente na pele para realizar uma vasodilatação suave e aumentar a visibilidade da veia. B) Desinfete o local de inserção. C) Estabilize a mão e insira a agulha em um ângulo raso de ≤ 15 graus. D) Avance a agulha para garantir que ela esteja na veia. E) Sangue na câmara de flashback indica que a agulha está dentro da veia. F) Avance o cateter mais 1-2 mm para garantir que a ponta do cateter esteja na veia. G) Solte o torniquete. H) Retraia a agulha. I) Conecte o tubo IV ao cateter. J) Prenda o cateter com um curativo oclusivo. K) Enrole o tubo IV e prenda-o com fita adesiva na pele, longe do local de inserção.
DICAS
- Aperte o torniquete com cuidado, pois veias frágeis podem facilmente se romper em locais de tentativas anteriores. Considere usar um manguito de pressão arterial em modo de venostase para obter uma pressão mais regulada e uniformemente distribuída.
- Pessoas mais velhas tendem a ter veias mais superficiais, com menos tecido conjuntivo de suporte. Diminua o ângulo da agulha durante a inserção para evitar que ela perfure a parede da veia (de ponta a ponta).

Uso de um manguito de pressão arterial como torniquete durante punção venosa em pacientes idosos.



















