Pacientes com diabetes geralmente apresentam complicações como doença vascular periférica, alterações na textura da pele e suscetibilidade à infecção, o que pode complicar o processo de obtenção e manutenção de acesso intravenoso confiável.
A importância de compreender esses desafios é inegável, visto que o acesso intravenoso é essencial para a administração de medicamentos, fluidos e, às vezes, insulina, especialmente em ambientes de cuidados intensivos ou durante procedimentos cirúrgicos. A integridade vascular alterada encontrada em muitos pacientes diabéticos, combinada com potencial edema e neuropatia, exige uma abordagem estratégica para a canulação, frequentemente com o uso de ultrassom como guia, para aumentar as taxas de sucesso e minimizar o desconforto do paciente.
Complicações vasculares
- Desafio: A hiperglicemia crônica pode causar veias estreitas, endurecidas ou menos elásticas.
- Alternativa: Utilize a orientação por ultrassom para identificar veias mais robustas. Considere veias mais profundas se as veias superficiais estiverem comprometidas.
Alterações e infecções na pele
- Desafio: O diabetes geralmente altera a textura da pele, reduz os processos de cicatrização e aumenta a suscetibilidade a infecções.
- Alternativa: Siga rigorosamente técnicas assépticas durante a punção venosa para reduzir os riscos de infecção. Escolha locais de inserção livres de alterações ou anormalidades na pele.
Neuropatia e alteração de sensibilidade
- Desafio: A neuropatia diabética pode alterar a percepção da dor.
- Alternativa: Comunique-se claramente com o paciente para entender seu nível de conforto. Use anestésicos locais criteriosamente para manter o conforto do paciente.
Desequilíbrios de fluidos e eletrólitos
- Desafio: Pacientes diabéticos podem apresentar desidratação ou outros desequilíbrios de fluidos e eletrólitos que podem tornar as veias menos preenchidas e mais difíceis de canular.
- Alternativa: Hidrate o paciente por via oral para aumentar o volume e a distensibilidade venosa. Monitore o estado eletrolítico do paciente e ajuste o tratamento de acordo.
Pele espessada ou tecido cicatricial
- Desafio: Injeções repetidas de insulina podem causar espessamento da pele ou áreas de tecido cicatricial, o que pode interferir na colocação da via intravenosa.
- Alternativa: Evite áreas de lipo-hipertrofia ou pele espessada ao selecionar um local para administração intravenosa. Alterne os locais de administração intravenosa e oriente os pacientes diabéticos sobre a alternância entre os locais de injeção para evitar complicações cutâneas.
Técnica passo a passo de canulação intravenosa dupla em paciente diabético
Duplo acesso IV em um paciente com diabetes que necessitou de duas linhas IV para infusão de fluidos IV para ressuscitação volêmica e infusão de antibióticos. Observe a aparência tortuosa e esclerótica das veias superficiais no antebraço do paciente. A) Aplique o torniquete. B) Identifique as veias adequadas para canulação IV. C) Desinfete a pele para tornar as veias mais proeminentes. D) Use um cateter 20G curto e curvo. E) Estabilize a mão e insira a agulha com um ângulo baixo. F) Observe o refluxo de sangue. G) Avance o cateter. H) Uma canulação IV funcional é estabelecida. I) Use um cateter 20G curvo e alado para estabelecer o segundo ponto de acesso IV. J) Estabilize o braço e insira a agulha com um ângulo muito baixo. K) Observe o refluxo de sangue. L) Avance o cateter e retraia a agulha. M) Um ponto de acesso IV proximal e distal. N) Conecte o tubo IV. O) Fixe o cateter com curativo adesivo.
VIDEO: https://youtu.be/y9LtTJSvJjs
















